Uma convenção conjunta entre União Brasil e Progressistas (PP) oficializou nesta terça-feira (19) a criação de uma federação partidária entre as duas siglas, denominada União Progressista.
O evento também marcou a aprovação do estatuto da aliança, documento que definirá o funcionamento e a atuação política do novo agrupamento.
A formalização da federação é uma etapa necessária para o registro junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), após anúncio feito há quase quatro meses.
De acordo com um dos advogados do grupo, nos próximos dias será concluído o programa da aliança, que detalhará suas diretrizes políticas.
Com todos os documentos prontos, a União Progressista dará entrada no pedido formal de registro no TSE.
MAIOR FORÇA PARTIDÁRIA DO PAÍS
A União Progressista reunirá o maior número de deputados federais (109), a maior quantidade de prefeitos (1.335), sete governadores e a maior fatia de recursos públicos para campanhas e despesas partidárias — quase R$ 1 bilhão, considerando valores de 2024.
A filiação da senadora Margareth Buzetti ao PP, prevista para esta semana, elevará o total de senadores da federação para 15, consolidando a maior bancada do Senado.
A aliança já tem posicionamento definido em relação ao governo federal. Dirigentes afirmam que a União Progressista atuará de forma crítica à gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Apesar disso, o estatuto da federação não impede que membros participem do governo, e o tema poderá ser discutido futuramente.
ESTRATÉGIA PARA ELEIÇÕES DE 2026
Os presidentes do PP, Ciro Nogueira, e do União Brasil, Antonio de Rueda, têm defendido a construção de uma candidatura de centro-direita para 2026.
O União Brasil já possui pré-candidato, o governador de Goiás Ronaldo Caiado, enquanto Nogueira defende também o nome de Tarcísio de Freitas, governador de São Paulo e filiado ao Republicanos.
De acordo com o estatuto, as indicações para os cargos de presidente e vice-presidente da federação serão definidas pela direção nacional, assim como eventuais coligações com outras candidaturas.
Até o final de 2025, o comando da federação será compartilhado entre Rueda e Nogueira. Entre os nomes da direção nacional, estão ACM Neto, Arthur Lira, Davi Alcolumbre, Ronaldo Caiado, Pedro Lucas Fernandes, Dr. Luizinho, Cláudio Cajado e Ricardo Barros. Entre 2026 e 2029, a presidência ficará com Rueda e a vice-presidência com Nogueira.














