São Luís pode enfrentar mais uma paralisação no transporte público a partir da próxima terça-feira, 14. O aviso foi feito pelo presidente do Sindicato dos Rodoviários do Maranhão, Marcelo Brito, que estabeleceu prazo até a próxima segunda-feira, 13, para que empresários do setor cumpram determinações da Justiça do Trabalho. Caso as pendências não sejam resolvidas, a categoria promete cruzar os braços novamente.
Segundo o sindicato, as empresas não estariam cumprindo decisão do Tribunal Regional do Trabalho (TRT), que em março garantiu reajuste salarial de 5,5%, além da atualização do ticket alimentação e manutenção de outros benefícios previstos na convenção coletiva. A entidade afirma que a maioria das operadoras do sistema segue em desacordo com a determinação judicial.
A possível greve ocorre em meio a uma crise prolongada no transporte público da capital, marcada por sucessivas paralisações desde o primeiro mandato do ex-prefeito Eduardo Braide, período em que a atual gestora, Esmênia Miranda, atuava como vice. Agora à frente da Prefeitura, após a renúncia de Braide para disputar o Governo do Maranhão, Esmênia herda um sistema em colapso e sob forte crise sem data para terminar, pelo visto.
Nos últimos dias, a situação se agravou com decisões judiciais que atingem diretamente o setor. A Vara de Interesses Difusos e Coletivos determinou o bloqueio de até R$ 50 milhões em bens de empresários e empresas ligadas ao transporte público, diante de indícios de irregularidades, confusão patrimonial e possível ocultação de gestão. A medida busca garantir recursos para reparação de danos aos usuários e assegurar o funcionamento do serviço.
Além disso, o Ministério Público do Maranhão instaurou inquérito para investigar possíveis omissões da Prefeitura na condução do sistema, incluindo a aplicação de subsídios e a fiscalização das empresas. A promotora do Consumidor, Lítia Cavalcanti, também apura falhas recorrentes no serviço, como atrasos, superlotação e má conservação da frota.
Com o impasse entre rodoviários e empresários, e sob pressão judicial e institucional, a capital maranhense pode voltar a enfrentar transtornos já conhecidos pela população, que depende diariamente do transporte coletivo. Até o momento, não há nenhum sinal de acordo entre as partes.














