SÃO LUÍS – No início de janeiro, o governador Carlos Brandão (sem partido) entrou em contato com o vice-governador, Felipe Camarão (PT). A conversa foi tanto para falar de uma possível viagem internacional do titular quanto da possibilidade de renúncia do vice para que o governador pudesse deixar o mandato para concorrer ao Senado nas eleições de outubro.
Como já falado, Camarão negou mais uma vez e disse que não renunciará. Com isso, segundo Brandão disse à coluna, as conversas com o vice-governador foi finalizou, ou seja, o assunto não mais será tratado. E esse final foi considerado feliz por muitos palacianos.
Motivo? Dentro do grupo do governador Carlos Brandão havia a desconfiança de que uma eleição indireta na Assembleia Legislativa (em caso de renúncia dupla) poderia trazer supresas maiores do que foi a eleição para presidente da Casa em novembro de 2024 quando o placar da votação empatou em 21 a 21 em dois turnos e visto como uma derrota para o Palácio dos Leões.
A desconfiança era em torno de que os deputados elegessem, na verdade, um membro da Casa e não o indicado do Palácio dos Leões. É sabido que considerando a possibilidade de eleição indireta, os palacianos colocariam Orleans Brandão (MDB) para ser o candidato a governador no mandato tampão e, consequentemente, concorreria a reeleição.
Mas contra esse movimeno tem a própria história de os parlamentos nos Brasil não elegerem indiretamente chefes do Executivo que não sejam membros da Casa. Isso já ocorreu no Maranhão em 2014 quando Arnaldo Melo foi eleito governador por seus pares.
Ele concorreu sem adversários, mas tinha um que era o então secretário Luís Fernando Silva, que vendo a inviabilidade de uma vitória em eleição indireta, preferiu abrir mão de concorrer.
A torcida agora é para que esta possibilidade de renúncia dupla fique no passado, mas vale lembrar que isso pode acontecer ainda. O prazo final para desincompatibilização é somente o início de abril.














