Decisões do relator do caso na Corte, ministro Dias Toffoli, geraram impasses institucionais com a Polícia Federal e a Procuradoria-Geral da República (PGR).
O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, antecipou a volta a Brasília para o início desta semana, na tentativa de gerenciar os impactos da crise do banco Master na imagem do tribunal.
O blog apurou que, desde segunda-feira (19), Fachin tem procurado os demais ministros para conversar sobre o caso. Ele retornou à capital federal das férias na noite desta segunda, onde teve reuniões e fez ligações telefônicas.
Nesta terça-feira (20), ele segue para São Luís (MA), onde vai se reunir com o ministro Flávio Dino.
“O ponto central das discussões é a manutenção do ministro Dias Toffoli à frente do inquérito do Caso Master“.
Decisões atípicas do ministro Toffoli causaram reações na Polícia Federal, Procuradoria Geral da República e até entre as defesas dos investigados.
A volta de Fachin antes da data prevista foi decidida após conversas com colegas da Corte. Ele havia passado a presidência ao vice, ministro Alexandre de Moraes, e a previsão inicial era de retorno apenas no final de semana, já que a abertura do ano Judiciário será em 2 de fevereiro.
Toffoli e banco Master
A atuação de Toffoli no caso do Banco Master começou quando o ministro decidiu levar para o STF todas as decisões relacionadas à investigação.
Com isso, qualquer diligência da PF que dependa de autorização judicial passou a ter de ser submetida diretamente a ele, mesmo em investigações que inicialmente tramitavam na primeira instância.
A decisão foi tomada após pedido das defesas de diretores do banco, que alegaram a existência de possíveis pessoas com foro privilegiado citadas nos autos. A determinação atingiu, inclusive, apurações que não envolviam autoridades com foro especial.
Em seguida, Toffoli decretou sigilo sobre o conteúdo e a tramitação do caso no STF. Com isso, atos processuais, despachos e decisões passaram a não ser acessíveis ao público e, em alguns momentos, nem mesmo visíveis nos sistemas de consulta processual.
Ele também tomou uma decisão incomum a respeito do material apreendido. Inicialmente, Toffoli determinou que todo o material apreendido pela Polícia Federal em novas fases da investigação fosse encaminhado diretamente ao STF.
Após pedido da própria PF e parecer da Procuradoria-Geral da República, o ministro reviu a decisão e determinou que o material ficasse sob guarda da PGR. A Polícia Federal alertou para o risco de prejuízo à análise das provas caso não tivesse acesso direto ao material apreendido.
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Por Ana Flor
Jornalista e comentarista da GloboNews.
Fachin antecipa volta a Brasília e quer conversar com ministros sobre Toffoli no caso Master
Decisões do relator do caso na Corte, ministro Dias Toffoli, geraram impasses institucionais com a Polícia Federal e a Procuradoria-Geral da República (PGR).
20/01/2026 07h33 Atualizado há 4 horas

Caso Master: Toffoli determina que depoimentos ocorram no STF, e não na PF
O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, antecipou a volta a Brasília para o início desta semana, na tentativa de gerenciar os impactos da crise do banco Master na imagem do tribunal.
O blog apurou que, desde segunda-feira (19), Fachin tem procurado os demais ministros para conversar sobre o caso. Ele retornou à capital federal das férias na noite desta segunda, onde teve reuniões e fez ligações telefônicas.
Nesta terça-feira (20), ele segue para São Luís (MA), onde vai se reunir com o ministro Flávio Dino.
O ponto central das discussões é a manutenção do ministro Dias Toffoli à frente do inquérito do Caso Master.
Decisões atípicas do ministro Toffoli causaram reações na Polícia Federal, Procuradoria Geral da República e até entre as defesas dos investigados.
A volta de Fachin antes da data prevista foi decidida após conversas com colegas da Corte. Ele havia passado a presidência ao vice, ministro Alexandre de Moraes, e a previsão inicial era de retorno apenas no final de semana, já que a abertura do ano Judiciário será em 2 de fevereiro.
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2025/O/c/H44WhDRlqTyivZwwNzAw/54820243477-2cc63dbf4e-c.jpg)
Cerimônia de posse do Senhor Ministro Edson Fachin e do Senhor Ministro Alexandre de Moraes como Presidente e Vice-Presidente do Supremo Tribunal Federal e do Conselho Nacional de Justiça. — Foto: Luiz Silveira/STF
Toffoli e banco Master
A atuação de Toffoli no caso do Banco Master começou quando o ministro decidiu levar para o STF todas as decisões relacionadas à investigação.
Com isso, qualquer diligência da PF que dependa de autorização judicial passou a ter de ser submetida diretamente a ele, mesmo em investigações que inicialmente tramitavam na primeira instância.
A decisão foi tomada após pedido das defesas de diretores do banco, que alegaram a existência de possíveis pessoas com foro privilegiado citadas nos autos. A determinação atingiu, inclusive, apurações que não envolviam autoridades com foro especial.
Em seguida, Toffoli decretou sigilo sobre o conteúdo e a tramitação do caso no STF. Com isso, atos processuais, despachos e decisões passaram a não ser acessíveis ao público e, em alguns momentos, nem mesmo visíveis nos sistemas de consulta processual.
Ele também tomou uma decisão incomum a respeito do material apreendido. Inicialmente, Toffoli determinou que todo o material apreendido pela Polícia Federal em novas fases da investigação fosse encaminhado diretamente ao STF.
Após pedido da própria PF e parecer da Procuradoria-Geral da República, o ministro reviu a decisão e determinou que o material ficasse sob guarda da PGR. A Polícia Federal alertou para o risco de prejuízo à análise das provas caso não tivesse acesso direto ao material apreendido.
Decisões ‘atípicas’
No último sábado (17), a Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal (ADPF) divulgou uma nota pública informando que as decisões de Toffoli sobre o caso do Banco Master mostram um cenário “atípico” e implicam “afronta às prerrogativas”.














